Analogia entre Colonização Portuguesa e a educação contemporânea. Será que existe?
Não podemos anular o passado, nem mesmo tentar esquecê-lo, pois o passado somos nós mesmos, ele estará sempre presente em nós.
Após essa reflexão sobre o pretérito, vemos o quão importante a História, pois essa, se revela ao sujeito que vive o presente. Nós seres humanos não somos sujeitos a-histórico, ao contrário, nascemos possuidores de uma história que antecede o próprio nascimento. E mais notável ainda; inatos, somos inseridos nela.
Sobretudo, após a analogia da história do sujeito, nota-se a relevância em compreender a História da educação de nossa cultura, pois o que vivenciamos hoje é resultado de muitas lutas no passado, e se pensamos que ainda assim, a educação está de péssima qualidade, não deixemos de acreditar que outrora já esteve bem pior.
Para isso observaremos e compreenderemos a história da educação em torno de seus aspectos: social, cultural, político, econômico, filosófico ect. A proposta segue uma ordem cronológica entrelaçada com os acontecimentos mais notórios da História de nosso país, desde a colonização até os dias atuais.
Nossa história educacional está relacionada desde o princípio da colonização portuguesa. Colonização esta que Linhares apud Luckesi (2003) exprime como, relacionar-se com os países novos para tirar benefícios dos recursos de qualquer natureza destes, aproveitá-los no interesse nacional e, ao mesmo tempo, levar às populações primitivas, que delas se encontram privadas, as vantagens da cultura intelectual, social, cientifica, moral, artística, literária, comercial e industrial, apanágio das raças superiores.
Constituindo-se, basicamente, num processo circunstancial de espoliação, a colonização necessita de justificativas, no mais das vezes, de caráter humanitário. Podemos contextualizar esse processo nos dias de hoje, onde Pedro Demo (2001) relata no artigo, “Vende-se educação” que, a pobreza política, está embutida facilmente em programas educativos, quando se inserem efeitos imbecilizantes, pelo fato de não formularem, satisfatoriamente, teoria e prática críticas. Revela ainda, que essa pobreza política é o resultado do cultivo da ignorância, a condição de massa de manobra, na qual a pessoa é manipulada de fora para dentro, geralmente sem perceber. Em vez de apostar na emancipação, acomoda-se na ajuda externa, nas recomendações do próprio algoz, nas boas vontades da causa principal da exclusão.
Voltando ao período de colonização, por essa razão é que o colonizador, inicialmente, se reveste de características humanísticas e filantrópicas. Em seguida porém, cai inevitavelmente, no etnocentrismo e no racismo, processo pelo qual analisa a ‘natureza’ do colonizado como natureza incapaz, não inteligente e então, impossibilitada de produzir conhecimento válidos, de fazer ciência e de se autogovernar. Percebemos que a decorrência lógica desse processo é, por parte do colonizador, a imposição de sua cultura, idéias, modos de viver, valores, religião, conhecimentos etc; Já por parte do colonizado, a obrigação que lhe é trazida pelo colonizador é, concomitantemente, levar a vida pedindo permissão, importando conhecimento e renunciando àquilo que é especificamente seu.
Portanto, refletimos: Isso não nos parece tão semelhante ao que presenciamos nas escolas e nas academias, em relação ao Professor (colonizador) e aluno (colonizado)?
Usemos a analogia como forma dialética de contextualizar os fatos pretéritos e presentes.
Os portugueses aportaram no Brasil como “descobridores”, “benfeitores”, portadores que eram da cultura das raças superiores; trouxeram a fé, os valores, os costumes europeus, ao lado de seus conhecimentos e técnicas. Não trouxeram estes elementos, porém, para o estabelecimento de uma relação dialética com a cultura já aqui existente e, a partir daí, a geração e criação de algo novo e mais significativo; a bagagem trazida por eles o foi em termos absolutos, uma bagagem de imposição.
Entretanto, é mister realizar uma analogia a educação contemporânea, pois sua atuação parece-nos ser um plágio da colonização portuguesa. Presenciamos a pedagogia despótica atuando como algo banalizado, como também, a aniquilação das experiências dos indivíduos e a destituição da condição de sujeito, tornando-os simples objeto. Ou seja, o aprendizado significativo da colonização, foi e será criar meros ouvintes, eternos objetos de exploração e principalmente aniquilamento da relação dialética entre sujeitos, à cerca da educação. Essa nos parece ser a lide de pensamento da educação contemporânea. Salvos aqueles que lutam contra a colonização professor-aluno.
Escrito por Paulo Canto às 13h24
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Só pesquisa quem não sabe de tudo...e eu faço parte disso!!!
Pesquisa coincide com vontade de viver, de sobreviver, de mudar, de transformar, de recomeçar. Pesquisar é demonstrar que não se perdeu o senso pela alternativa, que a esperança é sempre maior que qualquer fracasso, que é sempre possível recomeçar. Não esgotamos a realidade, nem temos toda a verdade nas mãos, somos apenas pesquisadores, gente que duvida, erra, deturpa, mas, sabendo de tudo disso, quer reduzir o desacerto.
Escrito por Paulo Canto às 22h31
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Às vezes precisamos estar sozinho para fazer a coisa certa.
Existem ocasiões em nossas vidas que precisamos estar sozinhos, para saber a decisão certa a tomar... Certa lenda conta que estavam duas crianças patinando em cima de um lago congelado. Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam sem preocupação. De repente, o gelo se quebrou e uma das crianças caiu na água. A outra criança vendo que seu amiguinho se afogava de baixo do gelo, pegou uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças, conseguindo quebrá-lo e salvar seu amigo. Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino: - Como você conseguiu fazer isso? É impossível que você tenha quebrado o gelo com essa pedra e suas mãos tão pequenas! Nesse instante apareceu um ancião e disse: - Eu sei como ele conseguiu. Todos perguntaram: - Como? O ancião respondeu: - Não havia ninguém ao seu redor para dizer-lhe que ele não seria capaz.
Escrito por Paulo Canto às 01h35
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O olhar agudo das ciências
O que a ciência moderna procura não é mais o esconderijo onde o ser se encontra, nem o ser puro escondido nas aparências, mas a própria dissolução do ser, que se torna múltiplo e diverso no seu modo de se manifestar para além do visível e poder assim apreendê-lo no seu ponto de fuga. Não lança uma rede para pegá-lo, mas o ser é a própria rede. O ser é o próprio modelo através do qual se poderá atingi-lo. Pode-se dizer que só há visão perfeita do real, se o “real visível” for ignorado. Toda realidade é dissolvida e passa a ser real apenas aquela que puder vir à tona sob o comando do modo como se deseja apreendê-la. Não há lugar para a matéria pura, nem para o espetáculo do mundo, nem para um demiurgo criador: toda criação se acha encerrada no meu laboratório. Ou seja, o mundo está dentro de mim.
Escrito por Paulo Canto às 00h03
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Como é inganosa a realidade da primeira impressão
O mundo que se apresenta ao primeiro olhar descortina-se diante dos videntes cheio de luminosidades e afetividades. Mas a todos enganam. E por isso se torna necessário àquele que deseja saber, que saiba desenfeitiçar-se do espetáculo que diante dele se desdobra, e seja capaz de ver para além do que diante dele se desdobra. Descarte aponta para uma invisibilidade que, ao contrário dos filósofos antigos, não se encontra por detrás das coisas, nem na sua exterioridade, mas no interior do próprio vidente. Só pode ser atingida pelo esgarçamento do real para captar para além do diverso, o que a tudo unifica: o cogito no homem, a extensão na matéria, a perfeição em Deus. Pura extensão que poder ser medida e quantificada, anuncia Descartes; pura causalidade que nos permite prever mudanças, anuncia a ciência positiva; puro movimento, completa física. Esse olhar perscrutante e incansável abre caminho para a constituição do olhar da ciência.
Segundo Descartes. "não basta ter o espírito bom, o importante é aplicá-lo bem".
Escrito por Paulo Canto às 10h24
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"Nao existe estupidez maior do que querer mostrar-se sábio na hora errada, assim como nada é mais ridículo e imprudente do que a prudência inoportuna". Esta é uma citação retirada do livro de Erasmo Rotterdam " Elogio da Loucura".
Escrito por Paulo Canto às 02h49
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"O DESEJO DE APRENDER"
Autor: Anny Cordié
Quando: 1996
"PARA QUE UM SER HUMANO APRENDA, É NECESSÁRIO QUE ELE TENHA O DESEJO DE APRENDER. ORA, NADA NEM NINGUÉM PODE OBRIGAR ALGUÉM A DESEJAR".
Categoria: Citação
Escrito por Paulo Canto às 01h22
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